quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Trança Raiz- Estilo Africano.

Natural de Moçambique na África, Sandra está a 10 anos na ilha de Florianópolis.Veio com o propósito de fazer mestrado e doutorado, hoje faz pós doutorado em administração universitária na UFSC.
Aqui os costumes são bem diferentes, mas ela diz que não teve dificuldade de adaptar-se. Um exemplo, na áfrica o homem paga “dote” à família da noiva pelo casamento, chamado de lobolo. Não tem papéis assinados, não tem igreja, apenas à benção dos ancestrais.

“Não foi difícil me adaptar, porque aqui os costumes (regras) são mais lights.”.


ASSISTA O VÍDEO


Existem alguns eventos culturais africanos em Florianópolis principalmente organizados pelas faculdades, mas a divulgação é meio precária. Impossibilitando a participação de pessoas que não tem muito contato com esses acontecimentos.
Sobre as tranças ela conta que aprendeu a fazer com uma moça da Etiópia, quando estudou na Alemanha. Em apenas um dia aprendeu a fazer em si mesma as mais simples, logo foi treinando em parentes e amigos.


(Começando)

Agora com bastante prática, ela cria as tranças na hora, seguindo o ritimo do cabelo. Como se cada pessoa levasse um desenho diferente, quase exclusivo.
Sandra explica que cabelos crespos são mais fáceis para fazer trança raiz, pois não escorrega tanto, diferente de cabelos lisos. Já os curtos a construção das tranças é mais difícil por conta de ter que prender entre as tranças os cabelos que chega ao fim. Porem, sendo trabalhoso ou não, é possível fazer a trança raiz na maioria dos cabelos, mas obviamente os cabelos curtos e finos vão resistir menos tempo com os trançados na cabeça.


(processo)

Durante nossa conversa, Sandra falou muito da África e nos explicou significados que até então nós desconhecíamos. Na casa dela todos tem o sotaque do Português Europeu, e na decoração encontramos muitos vestígios da cultura africana. Em Florianópolis, segundo ela, existem muitos Africanos e o objetivo principal dessas pessoas de virem para cá é estudar. É possível aprender sobre o mundo sem sair da nossa cidade, basta conhecer cada um e ouvir sua história, o Dona Maria saiu da casa de Sandra conhecendo um pouco mais da sua história e aprendendo muito sobre os costumes Africanos.

(resultado final)

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Um beijo às Marias e amigos.

Obrigada pelas visitas e comentários no Blog...

donamariablog@gmail.com

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Estilo de vida!

Camila (CISMA),19 anos. Curitiba – Paraná.


O gosto por desenhos vem desde pequena. Ao ter contato com o movimento hip hop em 2005, rapidamente se interessou pelo graffiti. Sua tag(nome que assina seus trabalhos) foi retirada de uma troca de ordem das letras de seu próprio nome. Veio a formar a palavra que condizia com sua personalidade e visão de mundo, Cisma.
Após anos, Camila, leva o graffiti como influencia no seu trabalho, como lazer e estilo de vida. Já participou de crews(grupo de grafiteiros), mas hj se diz desencanada sobre isso.




“Comecei sem compromisso e acabei que não parei mais”.


Ganhar dinheiro com o graffiti?Graffiti em galerias? Na opinião de Cisma: “Graffit é o que se faz na rua, se mudou de suporte já não é mais. Não tenho nada contra o cara expor aqui ou ali desde que ele seja autêntico no que está fazendo, muita gente esquece da rua, ou entra nesse mundo simplesmente com o objetivo de atingir outras mídias.É legal quando o graffiteiro consegue imprimir seu próprio traço e estilo no trabalho, e continua fazendo o que gosta sem deixar de pintar na rua”.


Pixação?“Acho interessante o desenvolvimento da tipografia específica da pixação, e sobre quem faz, ou faz graffit, só espero uma coisa: tenha consciência. É preciso saber sempre o que se está fazendo e porque se está fazendo”.


Contato:
camila_siciliano@hotmail.com






Sabrina Brum (BINA), Porto Alegre – Rio Grande do Sul



Bina conta que o interesse começou na observação de outros grafiteiros, a paixão pelo graffiti crescia e com o tempo ela acabou botando a sua arte nos muros também. Em meio a 2 anos na precariedade de material devido aos custos, oportunidades foram surgindo e hoje, 8 anos depois, o graffiti é sua profissão.
A admiração da molecada em suas oficinas, o aprendizado que ela tem com eles do mesmo jeito que eles aprendem com ela, essa experiência Sabrina carrega como mais uma motivação para ir alem.
Junto de Jackson, Lucas e Bis, eles formam a Zombando Crew.



“Procuro mostrar para a rua, e a rua se encarrega de mostrar para o mundo”.



Ganhar dinheiro com o graffiti? Bina Diz que: “É bom ser valorizado pelo que faz, a partir do momento que te pagam pelo seu trabalho é sinal que você está fazendo um bom trabalho, gratifica o artista... e sobrevivo disso é meu trabalho, e mais que merecido ganhar através dele. As galerias, acredito que seja uma forma de valorização, embora a maior galeria para mim é a rua, é bárbaro expor lá”.




Pixação?“É inacreditável nunca pixei. É engraçado falar mais a pixação eu acho bárbaro, curto as letras de traço reto, curto a escrita, principalmente se for ato de protesto, porem nunca tive vontade de fazer acho legal somente olhar, dependendo da forma dela, assim como o graffiti também te transmite algo...”.




Contato:







Kátia Suzue de Melo (Suzue), 29 anos. São Paulo – São Paulo.



Assina em seus trabalhos Suzue que é seu nome em Japonês.Desde criança Suzue observava os graffitis nas ruas e isso sempre chamou sua atenção. Segundo ela, em São Paulo, que é a cidade que ela vive, é impossível andar na rua e não ver um trampo, não dá pra crescer sem ter referências da rua.
Pinta a 4 anos, e desde então não parou mais, ela faz do graffiti seu roby, trabalho e estilo de vida . Faz parte da crew Noturnas, são sete meninas: Tikka, Z., Yá, Kel, Miss, Pan e Ela, Suzue.
Suzue morou durante a sua adolescência no Japão, e foi lá que ela deu um pontapé inicial para a carreira artística, trabalhou com desenho de observação e pinturas, voltou ao Brasil e trabalhou em estúdios de Tatuagem. Aqui conheceu pessoas envolvidas com o graffiti e foi aí que a vontade de seguir para lados diferentes apareceu hoje ela é formada e dá aulas de desenho de observação e de roteiro das artes em Guarulhos (SP), além disso, também trabalha com telas, esculturas, produção de objetos e origamis.


“parece que minha vida é em função disso agora, graças ao graffiti conquistei muitas coisas, conheci muitas pessoas e muitos lugares e isso é o mais impressionante na coisa pra mim."



Ganhar dinheiro e expor em galerias? O que a Kátia acha disso?
Acha justo ter o trabalho reconhecido, e sim, ganhar dinheiro é bom ainda mais quando se faz o que se gosta. Ela acha que o graffiti pode ser profissão e passatempo, contanto que se separe, cada um tem um momento.


Pixação? Suzue foi direta, apesar de não ser pixadora ela admira muito essa atitude, segundo ela a pixação dialoga muito mais com a cidade do que o graffiti, São Paulo é capital mundial da pixação e isso trás estudiosos de todo o mundo para conhecer esse movimento.


O graffiti é... “Uma parcela enorme do meu cotidiano, um estilo de vida.”




Contato:
www.fotolog.com/devaneio
www.flickr.com/suzue
fone:(11) 89384883

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O graffiti trouxe pra essas mulheres mais que cores. trouxe amores, amigos, lazer e oportunidades. A rua é e sempre vai ser lugar para marias.

positividade para NÓS, marias!!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O corpo é a base da obra de arte

Na era cristã, clandestinamente, os cristãos se reconheciam por sinais tatuados no corpo como a cruz e o peixe. Na modernidade a tatuagem passou a ser rotulada como marginalização. Quem as possuía podia ser considerado bandido e era descriminado por toda uma sociedade.
Atualmente com a mudança do público que busca tatuagens, como pessoas comuns, artistas, músicos... Ela Passa a ser considerada uma forma de arte, fator de estética, individualidade e irreverência. Hoje as tatuagens são feitas nos mais diversos estilos.

entrevistamos a tatuadora Nick, pra saber como é esse mundo da tatuagem, e mostrar um pouco do seu trabalho.

Aos 32 anos Nicolle (Nick) mora em Florianópolis, tem estúdio de tatuagem e vive disso. A 5 anos como tatuadora, conta que iniciou fazendo maquiagem definitiva, mas em questão de afinidade fez ela optar por tatuagens diversas.
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Na família, apesar de não dar abertura para familiares criticar sua profissão confessa saber que ser tatuadora não é o que eles gostariam que ela fosse. Porem surpreendentemente ela tem o incentivo da matriarca da família, sua avó de 92 anos.
“Tenho uma avó de 92 anos que acha tudo lindo...”.
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Em seu estúdio já passou por algumas situações no mínimo engraçadas, como uma pessoa entrar no estudo a procura do TATUADOR Nick ou então escutar aqueles comentários: “você parece normal, e não uma tatuadora...”.
Nick procura a evolução em seu trabalho, têm planos e expectativas positivas para a profissão escolhida.
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“Tem que ter mão firme e saber onde colocar as cores e as sombras, mas nem todo mundo desenha a mão livre... eu, por exemplo, faço apenas alguns desenhos a mão livre. Mas acredito que tudo se torna mais fácil quando você já sabe desenhar.”.
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gostou do trabalho da Nick? então vai ver de perto:

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Endereço do estúdio: Rua Fernando Machado, 64 – Centro – Florianópolis/SC.
Endereço na web: http://www.nickitattoo.com.br/



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Ainda hoje, mesmo com toda a mudança e liberalismo da sociedade existe muito preconceito com relação a tatuagens. Muitas empresas não aceitam que os funcionários tenham tatuagens, ou que as tatuagens apareçam, afirmando que isso agride a imagem da empresa, entre outras justificativas. Antes de fazer uma tatuagem é preciso pensar muitas vezes, antes de fazer algo que ficará pro resto da vida em nosso corpo, que possa trazer arrependimentos no futuro. Muitas pessoas apaixonadas por tatuagem e preocupadas com essa questão preferem optar por tatuagens menores em pontos que chamados estratégicos, que não aparecem frequentemente. Para as pessoas que vão fazer sua primeira tatuagem é recomendado que comece por lugares mais discretos e tatuagens menores, pra aí sim depois partir pra algo mais “chamativo”. Ninguém é obrigado a viver preocupado com isso, é claro, quando se pensa demais a pessoa acaba deixando de fazer, ou até mesmo, não fazendo o que realmente quer.
É preciso conhecer o tatuador(a), conhecer o trabalho, ver outras pessoas que foram tatuadas por este profissional, saber qual o local que ele executa as tatuagens, saber o tempo de experiência do profissional, isso tudo conta muito, para um resultado satisfatório do cliente. De resto é só alegria, fazer o que se gosta melhora a auto-estima, o desempenho no trabalho e relacionamento social, pena que muitas pessoas ainda não conseguem ver isso, e seguem com o preconceito, mas o importante é não se deixar levar e fazer o que cada um acredita ser certo, sem interferir na vida de ninguém.


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Beijos às Marias e Amigos... Paz e amor...
obrigada pelos comentários e visitas ao Blog.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Floripa não pára!

Encontro de graffiti no sul da ilha de Florianópolis.


Domingo, dia 16 de agosto aconteceu no Bairro Carianos(Sul da Ilha) um encontro de graffiti, que reuniu boa parte da galera que pinta em floripa.
Os encontros de graffiti possibilitam a troca de experiências, aprendizado e conhecimento, além de formar parcerias e a possibilidade de fazer novos encontros no futuro.







Nesse encontro tivemos oportunidade de ver como está crescendo o movimento feminino aqui.Dentre as meninas que participaram 2 estavam pintando um dos seus primeiros trampos, o que é bom, mostra a atitude das meninas que começaram agora, de chegar em um encontro onde tem várias pessoas estão no movimento a muito tempo e cola junto é uma responsa...




fica aqui o incentivo, não parar jamais, um dia a gente olha pra trás e vê que valeu a pena sujar as roupas e cabelos, errar, odiar, querer desistir e até pensar "isso aqui não é pra mim".
Um dia a gente ri disso tudo... Vamos suspirar depois de olhar o trampo na parede e dizer: "era isso que eu queria." É isso que fortalece o graffiti feminino, a atitude de quem está começando, força de vontade e a união.








"cheguei até aqui, não posso perder, vacilar, agora eu quero ver quem vai me parar"

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Encontro de Graffiti no Sul da Ilha



(foto D. welter)


Data: 16/08/2009 Domingo.

Local: Bairro Carianos
em frente ao campo do Avai e ao lado da sede da Mancha Azul.
Florianópolis-SC.


O evento inicia as 9:00h da manhã.

Cada Graffiteiro deverá levar seu próprio material.

Os participantes do evento deverão levar 10 reias(inclusive graffiteiros), pois acontecerá um churrasco durante a pintura do muro.

O evento tem como objetivo reunir os artistas de Florianópolis, para fazer uma pintura coletiva, na intenção de fortalecer o movimento em todos os cantos da Cidade.

**Todos estão convidados contanto que confirmem presença e levem o dinheiro para ajudar com os gastos.**


Confirmar presença deixando recado no orkut:
http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=5685893646625909419
Ou ligar para: 32O7 31 97.


REALIZAÇÃO: CSC Z/SUL + NOIA ARTFFIT CREW

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Num pedaço de papel, infinitas emoções...


Juliana, 18 anos. Jeito de menina, porém já trás em seu currículo de vida grandes vitórias. Tem toda a responsabilidade de mulher adulta. Simples e batalhadora, em seus poemas mostra a intensidade dos sentimentos.
Poetisa, pensadora e crítica. Ela vê na poesia e na escrita a liberdade de expor sentimentos e emoções que já não se pode expressar com palavras. Grande parte de pensadores influentes tem como uma característica típica, a timidez, Juliana, Ju para os mais íntimos, sempre teve medo de falar o que vinha do coração e só consegue se abrir de corpo e alma quando está diante do papel, é quando ela põe pra fora toda a vontade de mostrar o que sente.
Ela vê na família, nas pessoas, no dia-a-dia, enfim na vida grande inspiração para fazer seus poemas, tem como influências grandes poetas Brasileiros. Ju não sente a necessidade de expor seus poemas, pois faz isso pra si, para sua satisfação pessoal e acha que a sociedade quer padronizar o que vem de cada um, ela segue seu próprio instinto e escreve o que lhe faz bem.
O amor é uma grande influência para muitos poetas e Ju não pensa diferente, mas não se prende a isso, ela vê na vida algo mágico, a explicação para tudo e isso a faz viajar nos seus pensamentos e inspirar-se nela, na Vida.
"Poesia toca a alma... pra mim não é apenas uma combinação de palavras, pra mim é vida, é arte, é amor, é PAZ... é algo me deixa extremamente satisfeita, leve e com gostinho de quero mais...”.

Juliana com certeza é uma grande Mulher e uma referência feminina em Florianópolis.
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Alguns poemas da Ju:

* Dança

Ontem me encontrei com a felicidade...
Dancei com o vento
Sorri com o sol...
Vi nos olhos da criança o
Brilho da estrela no céu...
Os pássaros cantam a música do silêncio...
Só o coração entende... E teima em desvendá-las...
A cada brilho... Um sorriso...
A cada sorriso um momento...
Um momento na vida...
Que se torna eterno a cada passo dado na dança
Dos destinos...
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*Leve como brisa


Hoje parei pra pensar
Uma linda emoção me veio
Ao lembrar... que pensando
Sinto-me livre
Livre como a leve brisa
Que bate ao rosto
Que toca a alma
Que abraça o corpo
Que faz libertar-se
Viajar por lugares que nunca imagino
Brisa leve que ensina
A amar e perdoar...
A sorrir e abraçar...
A ser uma linda mulher construindo
Sonhos e desejos no olhar!

Belos Sonhos se transformam em Belas Artes!
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alguns trexos de outros poemas:
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Meu coração mais uma vez sente
Saudade, como me diz...
“Maldita distância que nos separa, E bendita seja essa saudade que nos uni.”
Por isso que és minha rocha, e minha areia movediça...
Quero sentir teu cheiro,
Quero teu calor...
Quero ouvir tuas palavras aos pés do ouvido
Quero ver as estrelas, e sentir as nuvens...
Nesse momento quero apenas só você...
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Nunca foste sozinha nesse mundo... Nunca sentirás um vazio...
Pois você tem a si mesmo...
Então procure primeiro se buscar no vazio, onde lá poderás se ver em
frente ao um espelho, onde reflete sua própria imagem.
Ame a si mesmo, antes de qualquer outra coisa
Só assim estarás completa e cheia de sonhos.
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Obrigada Ju pelas lindas palavras.
Obrigada aos leitores, aos de verdade, os que leêm... ler é mágico, nos permite sair desse mundo e viajar nos pensamentos, nos transporta a outros lugares e nos faz esquecer, nem que seja por um momento, os problemas.
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"pra desenvolver a caminha tem que ter um pouco mais que habilidade"
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beijo às Marias e amigos.
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Doanamariablog@gmail.com

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Amor e Dança!

A dança de rua tem seus primeiros registros em 1929, durante a época da crise econômica dos EUA, quando os músicos e dançarinas de cabarés perdem seus empregos e vem na rua um refúgio para expor seu trabalho.Com o passar dos anos esta dança foi se dividindo em vários estilos, como o funk, soul e break.
No brasil a dança de rua aderiu uma mistura que abrange muitos etilos, a intenção de coreografia começou a definir o estilo dessa dança. A criação de grupos de dança de rua é o primeiro passo para a divulgação do trabalho, pois dá ênfase ao lado social da dança.
Nosso post fica por conta das dançarinas de hip hop de Floripa, aqui vamos mostrar um pouco dos seus trabalhos, na arte e na dança e expor suas idéias em relação ao movimento Hip Hop.
Descobrimos histórias maravilhosas e o verdadeiro amor pela dança...




Tuanny ou Tuka, 18 anos, estudante de Design de Moda, integrante do grupo Hip Hop Soul.

Desde os 7 anos envolvida com dança, aos 16 descobriu o hip-hop e com o tempo criou sonhos e conquistas dentro desse estilo. Ela diz que no começo, familiares não aprovavam e a olhavam de cara feia pela escolha que tinha feito, mesmo assim continuou. Essa não foi a única dificuldade que teve de superar, em uma apresentação sofreu um acidente onde teve que parar de dançar por certo tempo, mas não abandonou os sonhos.
Tuanny conta que muita gente em busca de reconhecimento acaba perdendo a essência da dança. Inspirada por grandes nomes da dança e principalmente pela lembrança de seu avô, ela procura reconhecimento, mas sem perder a essência e principalmente sem perder a humildade.

“meus amigos.... Eles me motivam, estar no palco, olhar pro lado e ver que estão junto de mim, enche o olho d’água.”




Rafaelle ou Rafa, 19 anos, estudante de jornalismo, coreógrafa e diretora do grupo So Charm.


Apesar do interesse por outros estilos de dança, confessa que o hip-hop é onde ela transfere todo o sentimento de alegria e energia para sua movimentação. Sempre contou com o apoio da família e amigos, porém como coreógrafa, conta que já passou por situações em que os pais se negam a aceitar ou até mesmo proíbem seus filhos de participar dos grupos de hip-hop. Por puro preconceito com as roupas largas, pelas músicas dos guetos e negros, entre vários outros motivos. Rafaelle luta para que esses tipos de pensamentos mudem.
Ela procura sempre evoluir e espalhar a dança, mas nunca esquecendo que a dança é amor, é amizade, é paz interior!

“Se eu soubesse dizer o que as coisas significam para mim, não haveria a necessidade de dançá-las”.



Rafa e Tuka acham que a união dos grupos de dança é fundamental para o reconhecimento de todos...

“Eu, como coreógrafa, tenho como princípio a união à cima de qualquer coisa. A essência da dança é isso, dança é amor, é amizade e paz.” Diz Rafa.


(Rafa e So Charm, Espetáculo de dança do teatro CIC)




“A humildade nessa hora faz toda a diferença. Você não tá lá pra passar por cima de ninguém, é pra alcançar reconhecimento” conta Tuka.

(Tuka, em várias apresentações de hip hop e dança do ventre)



Um recado e um Salve da Rafa e da Tuka:

RAFA:
“Se você não dança, descubra o que é esse mundo fascinante que conquista a mente, o coração e a vida de qualquer um. Simplesmente dance e seja feliz, pois quem dança sabe o quanto se é mais feliz dançando. E para você que já dança, prolifere amor, música, arte, pois dança é vida. E faça sua parte, pois juntos, faremos a diferença! Dança é vida!!!”

(grupo So Charm, no qual a Rafa é integrante, no festival de dança de Joinville)



TUKA:
“Espero que vocês tenham gostado de conhecer um pouquinho dessa Maria aqui. Muita paz pra todos porque Hip Hop é isso, é arte, é Cultura das ruas! É filosofia, é estilo de vida! E pode crer que quem no Hip Hop está, no Hip Hop ficará! Quem dança é mais Feliz! E você, quer dançar também? Todo mundo pode, é só querer e acreditar! Eu acredito, e você?
Um Salve pra essas minas de responsa Gra & Gis, pra galera do Hip Hop Soul que me ensinou muito, pra todos que acreditaram em mim, e pro "Cara lá de Cima" que me da forças pra continuar!”



(Grupo Hip Hop Soul em primeiro lugar no festival internacional de dança de Curitiba- estréia da Tuka no grupo avançado)


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gostou do trabalho delas? segue os contatos:

e-mail da Rafaelle: rafa_lehleh@hotmail.com

página da web de So Charm: http://gruposocharm.blogspot.com/

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e-mail da Tuanny: tuka_anny@hotmail.com

página da web do Grupo Hip Hop Soul: http://fotolog.com/hiphopsoul


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Agradecemos a todas as pessoas que de algum jeito estão nos ajudando e todos que acreditam... Obrigada Tuka e Rafa pelas entrevistas, obrigada pela Humildade.


É isso ai... Muito obrigada pelos comentários e visitas ao Blog...
Nós estamos cada dia correndo atrás de novidades e conhecimento.

Beijos a todas as Marias e amigos.


"Que deus ajude quem corre atrás, não quem fala que faz, quem faz acontecer"



Dona Maria- donamariablog@gmail.com